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Fiz essa entrevista por e-mail com o Zé Rolê. Ele mora no sul de Minas e fez um disco no computador que é muito legal. Sério, é muito bom mesmo - tem uma resenha na edição 3 da Vice, eu mesmo só consigo dizer que é um disco de música eletrônica. Não sei qual é o estilo, e o lance na revista também não diz qual é, mas explica de um jeito bem legal. O próprio Zé diz que “música eletrônica não é só coisa de garotos metrossexuais de belos músculos bebendo energéticos”. Você também pode ter sua própria opinião ouvindo aqui.
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Quando lemos aqui que tinha gente fazendo Música Psicodélica para Crianças, pensamos que fosse um tipo de música tão chapada que nos levasse à um estado atávico infantil. Mas é que a gente ficou tão empolgado com essa possibilidade, que não lemos direito. Na real, o lance chama projeto Pequeno Cidadão, e é fruto da união de um time de bons músicos e compositores com o objetivo de compor e tocar música legal para criançada. Arnaldo Antunes, Taciana Barros, Edgard Scandurra e Antônio Pinto usaram as peripécias do cotidiano dos pequenos como inspiração para o disco que lançam este sábado, dia 15.08. A primeira animação em vídeo para o projeto, a sugestiva "Tchau Chupeta", foi feita pela O2 Filmes e mostra com muita criatividade porque as crianças têm que largar este primeiro vício. Se você também tem problemas em superar a fase oral, fica a dica.
www.myspace.com/pequenocidadao
Julia Reina
Quem
não é do Rio provavelmente só ouviu falar de Belford Roxo por causa de Tim
Maia, que em uma fase de “loucura sóbria” se mudou pra lá de mala e cuia pra
seguir os preceitos da Cultura Racional. Pois é lá que fica a única (e
guerreira!) fábrica de vinil no Brasil, que fechou as portas ano passado e
volta à ativa ainda esse ano. Na época em que a pirataria ainda não era feira
livre no Brasil, a fábrica chegou a produzir 150 mil LPs por mês, boa parte
para a Igreja Evanglélica(!), mas também tinham clients do hip hop, do rock e
da música eletrônica. A fábrica foi comprada de seu dono e amante por João
Augusto, dono da gravadora independente DeckDisc, que já começou as obras de
reforma. As máquinas, que vão passar por uma bela recauchutada, devem passar a
produzir umas 40 mil bolachas por mês. Parece que a estréia vai rolar com um álbum
de aniversário de 15 anos da banda pernambucana Nação Zumbi. Quem quiser pode
acompanhar detalhes da quebradeira, no Twitter, é claro. http://twitter.com/polysom
Julia
Reina
O
que seria da nova música sem a adorada [e esquizofrênica] internet? É verdade,
tem muita porcaria, mas de quando em quando alguma banda toma a rede com
propriedade. Com uma mistura bem temperada de indie rock, new wave e algumas
batidas eletrônicas, o quinteto curitibano Copacabana Club faz parte da boa
safra das bandas roqueiras do Paraná -- que chegaram aos nossos ouvidos via
www. Já conhecidos na cena paulistana, a banda se apresenta no Centro Cultural
São Paulo com abertura da banda Bazar Pamplona, fugindo das baladas e
inferninhos habituais, e caminhando para públicos maiores à preços bem
parceiros. O grupo, que ainda não lançou nenhum disco, já tem hits-chiclete
como a faixa “Just Do It”, que de tão grudenta virou trilha de vinheta do Canal
Fox, ganhou patrocínio do clipe do projeto Levi’s Music e uma versão remixada
do Boss In Drama. Ufa! Para quem reclama do marasmo de Curitiba, essa rapaziada
não está nada mal para uma banda que só tem um ano de vida.
Kaka
Gouvea
Os
amantes do bom rock tremem nas bases só de pensar que, um dia, seu filho,
sobrinho ou afilhado gostem de Axé, High School Music ou coisa pior. Eis aqui
uma estratégia que pode prevenir essa futura desgraça. É que Bob Dylan deixou
seu folk rabugento um pouco de lado para escrever um livro infantil. E não é só
isso. O poético Forever Young, indicado para crianças acima de 3 anos e também
para os mais grandinhos, enfoca o “bem sem olhar a quem”. Com ilustrações de Paul
Rogers, o livro é inspirado pela música homônima, lançada em 1974 no álbum
Planet Waves. A Editora Martins Fontes promete o lançamento no Brasil para
agosto.
Em março,
quando estávamos pensando nas matérias para a edição Especial Brasil, pensei
que fazer uma matéria sobre a era de ouro das bandas black/death/thrash do Brasil seria interessante. Contatei várias
bandas lendárias dos anos 80 na esperança de conseguir algumas entrevistas.
Peguei os e-mails nos sites oficiais, entrei no MySpace das bandas, e até
mandei um e-mail para a universidade de Belo Horizonte, onde o Wagner Lamounier
do Sarcófago dá aulas de Ciências Econômicas. Mas não deu em nada. Então depois
de um tempo um herói do metal, o Zhema Rodero do Vulcano, finalmente me
respondeu. Em abril mandei para ele uma lista de perguntas, mas ele sumiu de
novo e nunca me respondeu. Até ontem à noite.
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