Paradis é uma das nossas revistas preferidas. Ela lembra os tempos áureos
das publicações sofisticadas, de quando era bacana misturar coisas inteligentes
com pornô artístico para pessoas cabeça. Mas eles preferem chamá-la de
"erótica", o que não significa que não tenha um monte de nus
classudos (Raquel Zimmerman e Charlotte
Rampling foram fotografadas no Louvre) e entrevistas detalhadas
com personalidades do mundo da ciência tal como Albert Hofman e o cara que inventou
a pílula, e perfis de 10.000 palavras de pessoas como Sir Norman Foster e
Damien Hirst.
A Revista Paradis
foi lançada em 2006 e é publicada mais ou menos duas vezes por ano com edições
inglesa e francesa. A qualidade é de altíssimo padrão: A última edição tem capa
dura. Ela é feita pelo elegante diretor de arte Thomas Lenthal e pelo Jonathan
Wingfield, que é editor da bacanérrima revista de moda francesa Numéro.
Nós estamos tão fascinados pela quinta edição (aquela com a capa dura) que de forma
nada intencional chamamos Jonathan pra dizer, "Nós gostamos de você!", o nos leva a isto:
Vice: A Paradis parece um pouco com
aquelas primeiras edições da Playboy que os editores mais fodões
adoravam. Você vê isso como parte de uma retomada dos tempos em que se
misturava o pornô com intelectualidade?
Jonathan: Bom, ela é erótica. Playboy
era ótima e vendia milhões, mas a revista francesa Lui era tão
importante quanto. Existe um ciclo. Antes das
mulheres encontrarem uma voz nos anos 80, as pessoas politizavam peitos e bundas fazendo ensaios de
fotos baseados em tropas de choque e Hitler. De certa maneira, as coisas estão
voltando para isto.
O quão difícil foi conseguir fazer um ensaio de
nu no Louvre?
A princípio havia
uma resistência do museu em relação as fotos de Jurgen Teller, mas observe ao
redor do Louvre, é rodeado de lindos quadros de mulheres nuas. Nós não estamos
fazendo nada de novo. Veja a história da arte. Tem pessoas que nos procuram e
pedem para posarem nuas e tablóides pedem nossa autorização para publicarem
nossas fotos, mas publicidade em tablóides não é a nossa meta.
Vocês, às vezes, produzem editoriais extremamente
longos. Você acha que há uma contenção dessas grandes produções ultimamente
porque a internet domina a vida da maioria das pessoas?
Bom, nós temos uma
ideologia jornalística, podemos fazer um matéria de 45 páginas sobre David
Hockney. Quando a Playboy fez o Lennon e o Muhammed Ali, eles fizeram quatro
entrevistas separadas com eles para concluir uma. Se matéria levar um ano para ser
escrita, por nós tudo bem. Gostamos de nos aprofundar e cobrir os fatos de uma
maneira mais extrema; é uma tentativa de fazer o melhor sempre, não somente de preencher
a página.
DARYOUSH HAJ-NAJAFI
Eu também gosto muito de você!
Posted by: Amanda | 01/22/2010 at 07:52 PM